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Descriminalização do aborto?

Posted by Oswaldo Veiga on 23:48 in

O Facebook está cheio de pessoas se manifestando contra a decisão do Superior Tribunal Federal. Preferi, até o momento, não opinar quanto a esta questão, já que se trata de um assunto extremamente polêmico e delicado. Mas agora, “baixada a poeira”, resolvo fazê-lo aqui no meu blog. Para início de conversa, respondo aos curiosos: sou contra o aborto, mas... E este “mas” pode mudar tudo!
Sou contra aquelas pessoas que não se protegem adequadamente, engravidam e depois matam a criança através de um aborto. Sou contra as pessoas que confiam em preservativos como método contraceptivo: a camisinha é o melhor método para se evitar a maioria (mas não todas) as DSTs, mas não é o melhor método de contracepção. Os números não são totalmente claros, mas acredita-se que são cerca de 85% de eficácia – talvez um pouco mais – contra 99,9% das pílulas anticoncepcionais. E a pílula não é o único meio que é mais eficaz do que a própria camisinha: existe também o DIU, que tem tanta eficácia quanto a pílula. E quem sabe, futuramente, uma pílula anticoncepcional masculina?
Mas não vim aqui escrever um manual de controle de natalidade, falar mal de um ou outro método ou julgar atitudes. Vim falar sobre a descriminalização do aborto em fetos portadores de anencefalia. Conforme posso observar no Facebook, são muitas as opiniões contrárias à lei instituída. Antes da descriminalização, contudo, já era possível interromper uma gravidez quando este tipo de problema era diagnosticado, porém, era preciso uma autorização judicial para fazê-lo. Como a justiça no nosso país é muito rápida, muita das vezes as crianças anencéfalas nasciam e morriam (não necessariamente nessa ordem) enquanto a autorização não chegava.
Existem também questões religiosas envolvidas. Aqueles a quem chamo de “católicos extremos”, “evangélicos extremos” e “espíritas extremos” não são contra: são ferozmente contra (e digo: enfim uma opinião que uniu essas três vertentes cristãs). Falando assim, você que está lendo este texto deve estar pensando: “o cara deve ser ateu ou agnóstico”. Não: nasci e cresci no catolicismo – fui batizado, comungado e crismado. Já frequentei diversas religiões até encontrar aquela que melhor se adequasse ao meu “eu”. Hoje me considero espírita, frequento e me sinto bem na Umbanda (e não na macumba – que é, na verdade, um instrumento musical e não uma religião). Mas eu, como a maioria do povo brasileiro, possuo o meu sincretismo religioso.
“Não! Não podemos interromper uma vida, pois este espírito precisa vir e cumprir o tempo que está ‘devendo’”, dirão os espíritas de todas as vertentes; “Não matarás!”, dirão os evangélicos, “é um dos mandamentos de Deus!”, completarão os católicos. Penso que devemos nos abster de questões religiosas para pensarmos claramente: você, mulher, independentemente de credos, realmente gostaria de levar adiante uma gestação que está fadada ao fracasso? Fracasso em que sentido?! No sentido da morte, propriamente dita – seja ela natural ou abortiva. O fato é que o tão sonhado bebê não sobreviverá! Devemos prolongar um sofrimento (sobretudo o sofrimento familiar, já que, dizem que a maioria dos portadores da doença não sente dor)? E você, homem, gostaria de ver sua amada mulher gerando uma criança que você nunca poderá ensinar a andar de bicicleta, jogar futebol ou soltar pipa? Uma criança que tem funções vitais – e só! Isso, é claro, se ela nascer antes de morrer... e se a criança nascer, saiba, pouco sobreviverá... (e que Deus nos livre de padecer desse sofrimento).
Sou contra o aborto indiscriminado – criança não é verruga que você “sai tirando”. Mas em casos como este acredito que eu interromperia a gravidez (ou seria favorável à interrupção). Também sou favorável nos casos em que a gestação apresenta riscos para a vida da mulher. Entendo também as mulheres que são estupradas e optam pela realização de um aborto – afinal, ninguém gostaria de gerar o filho do (ou de um) demônio. Neste último caso, todavia, se fosse uma mulher, não sei se o faria (apenas ratifico dizendo: entendo!). Mais do que toda essa questão, sou favorável ao referendo. Acho que o povo deveria ser ouvido não só neste tipo de questão, mas em todas as questões que afetam direta ou indiretamente nossas vidas. Somos OBRIGADOS a votar a cada dois anos nessa falsa democracia em que o voto não é direito e sim dever. Por que este tipo de questão não poderia ser incluída à opinião popular, à Vox Populi?
Bem... esta é minha humilde opinião (e reflexão) acerca do assunto. Agradeço a sua leitura e o seu interesse. Se você concorda com tudo o que eu disse, com partes do que eu disse, ou com nada que eu disse, sinceramente não me importa. Só peço que você respeite a minha opinião, conforme eu respeitei e respeito a sua. Ou simplesmente ignore...


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Heaven & Hell - I - Live - Traduzida e Legendada

Posted by Oswaldo Veiga on 19:55 in
Há mais ou menos 12 anos atrás fui a um show que mudou a minha vida. Era o show do DIO.
Muitos anos mais tarde, mais precisamente em 17/05/2009, tive o prazer de ver este verdadeiro astro mais uma vez (e pela última vez) em ação. Desta vez com a banda Heaven & Hell (ou Black Sabbath, conforme preferir). Foi mágico!!! Tão mágico que volta e meia lembro, relembro e (re)relembro...
O video a seguir foi traduzido e legendado por mim. Vai em homenagem a todos que curtem um Rock and Roll de qualidade e, é claro, que curtem Ronnie James Dio (1942 - 2010)...


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Jethro Tull - Aqualung - Traduzido e Legendado

Posted by Oswaldo Veiga on 17:33 in
Mais um video que traduzi e legendei dessa grande banda.
Jethro Tull - Aqualung.

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Jethro Tull - Too old to Rock and Roll

Posted by Oswaldo Veiga on 15:49 in
Um clássico do Rock and Roll que resolvi legendar e disponibilizar no YouTube. Uma das músicas mais fascinantes e difíceis que já traduzi/legendei. Concordo com um amigo que diz que o Ian Anderson é um artista medieval.
Jethro Tull - Too old to Rock And Roll - Legendada e Traduzida

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O homem só usa 10% de seu cérebro

Posted by Oswaldo Veiga on 23:01 in
Desde muito pequeno ouço a seguinte expressão: "O homem só usa 10% do seu cérebro". Confesso que esta afirmação sempre me incomodou muito. Na minha cabeça de criança pensava: "Será que os outros 90% estão lá só para ocupar espaço?". Hoje sabemos pelas diversas ciências que estudam o cérebro que essa afirmação é muito mais metafórica do que literal. Exames no órgão mostram que todo ele é ativo e cada parte é de suma importância para a vida do ser humano. Contudo, mesmo a ciência tendo avançado consideravelmente ao longo das décadas, é evidente que o cérebro ainda não foi totalmente "descoberto", visto que, entra ano, sai ano, algum pesquisador o toma como objeto de estudos. E é sob este aspecto que o incômodo da criança que ouvia a expressão que hoje é lugar-comum (ainda amplamente repetida) é substituído pela seguinte indagação: "Se o homem ainda não conhece o cérebro nos seus 100%, como continuamos a repetir que usamos apenas 10% dele? Como calcular 10% de um 100% que ainda se desconhece?"

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Cuidado com o que vocês falam...

Posted by Oswaldo Veiga on 22:59 in

Desde que nasci sempre usei aquele famoso shampoo infantil amarelo que não arde os olhos. Enquanto isso, minha mãe usava os shampoos dos tipos e marcas mais diversos. Quando o que estava em uso acabava, lá ia ela e comprava outro: outro fabricante, outra marca, vidro diferente. Quando o meu acabava, lá vinha outro também: mas igual ao anterior!

Certo dia, quando não aguentava mais aquela cor amarela horrorosa, perguntei a ela:

- Mãe, por que você usa esses shampoos que eu não posso usar e eu só uso este?

- Meu filho, porque você usa shampoo de bebê!

Não deu outra: na próxima oportunidade que tive, no próximo banho que tomei, peguei meu vidrinho, abri a tampinha amarela e bebi a metade.

Naquele momento aprendi que “bebê” não é a mesma coisa que “bebe(r)”. Também aprendi que o gosto de shampoo de bebê é amargo e dá dor de barriga. Só há pouco tive coragem de contar a ela essa infantilidade...

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AM

Posted by Oswaldo Veiga on 22:57 in

Quando eu era pequeno, havia uma coisa que sempre me deixava, no mínimo, intrigado: sempre que saíamos de casa – fosse para um simples passeio ou para uma longa viagem – minha mãe ligava o rádio e deixava tocando em alguma estação antes da partida. Mais tarde, fui “esclarecido” de que isso se tratava de uma atitude tomada a fim de espantar possíveis ladrões durante nossa ausência. “Mais uma das inúmeras maluquices da minha família”, pensei.

Muitos anos mais tarde, percebi que outra família que conheço muito bem toma a mesma providência. Percebi então que isso não se trata de uma insanidade apenas da minha, mas de muitas famílias que existem por aí. “Se for sair deixe o rádio ligado para pensarem que tem alguém em casa”.

Imagino os ladrões, vestidos como os criminosos do programa Chapolin Colorado, de gorros na cabeça, sacos nas costas, caras de seu Madruga, na porta de casa, com pés-de-cabra e armas, prontos para a invasão, quando de repente ouvem algo, um vira para o outro e diz: “Espera, cara! Eles estão em casa! Estão ouvindo a mesma estação da AM que minha avó ouve!”

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